Um Livro Para meus Amigos Lerem

EM BUSCA DA FELICIDADE

 

Já são 23:00hs e meus pais como de costume foram para a boate, dou mais uma olhada lenta em volta da casa e vejo tudo com lágrimas nos olhos, não queria fugir, mas já não me resta outra escolha!

Me chamo Zoe Collins, tenho 25 anos e sou a filha de Robert e Victória Collins mais conhecidos como os Reis da noite. Sim, sou herdeira da maior casa noturna dos Estados Unidos mas estou aqui em plena madrugada fugindo em busca da minha felicidade.

Vocês devem estar se perguntando do porquê estar fugindo, se aparentemente já tenho tudo. Bom....

Meu pai quer que eu me case com uma pessoa que não conheço, isso mesmo, você não leu errado, eles querem que eu me case com um cara por negócios e interesses em comum entre as famílias.

Relutei muito, mas não teve conversa, daqui 2 dias será meu noivado. O objetivo desse casamento é criar uma forte aliança com os BLACKE que são donos dos mais luxuosos cassinos da América do Norte.

Meu pai e seu amigo Hector Blacke, pai de Connr, meu até então prometido marido teve a brilhante ideia de juntar as famílias casando os seus respectivos únicos herdeiros. Eu não conhecia Connor e nem queria, estou namorando escondido há quase 4 anos com Josh, um rapaz que conheci na lanchonete na época da faculdade. O conheci e nos apaixonamos de primeira vista, sempre trocávamos olhares e muitas cartas e juras de amor. Aliás, foi com ele que perdi minha virgindade. Foi um momento mágico e especial para mim, ele me tratou tão bem e foi muito carinhoso.

Josh me mostrou um mundo novo, me levava para passeios românticos e sempre me dizia o quanto eu era especial. Ele é bem humilde, mas não tem vergonha disso, pelo contrário, ele se orgulha de onde veio, o que me deixa mais apaixonada. Aliás, ele é estudante de direito e já está se formando como melhor da turma o que me deixa cheia de orgulho.

Queria apresentar o Josh para os meus pais, mas meu pai sempre falava sobre essa maldita aliança com os Blacks, então eu decidi continuar a namorar escondido até esperar a hora certa de falar com eles que estou com Josh. Ele ainda não sabe que estou fugindo de casa, ele sempre fala que eu tenho que obedecer meus pais, mas assim que chegar em casa vou contar a ele toda essa história de casamento, tenho certeza que ele vai querer fugir comigo.

Acabo de fechar minha bolsa e vou silenciosamente para o jardim. A troca dos seguranças está sendo feita, então aproveito a distração deles e saio pelo portão do canto sem ser percebida. Um pouco mais a frente vejo o taxi que eu tinha chamado e vou em sua direção. O motorista me vê aproximando e já vem me ajudando com a minha mala.

- Para onde Senhorita?

-Brooklyn.

Dou a ele o endereço e ele me olha meio confuso, mas logo ele dá partida e vamos para a casa do Josh.

Devo estar louca de ter fugido, mas meus pais não me deram muita escolha. Se eles acham que eu vou me casar só por negócios, eles estão enganados. Casamento é coisa séria e eu só entro em um por amor. Não conheço Connor pessoalmente, sempre ouço notícias dele porque minha mãe insiste em falar sobre mas enquanto ela fala eu penso em mim e Josh, e como eu estou perdidamente apaixonada.

-Chegamos!

Saio dos meus pensamentos voltando a realidade e pago o motorista. Estou na porta da casa de Josh, que é bem modesta, mas eu nem ligo, sempre fui rodeada de luxo, mas confesso que sou bem simples.

Já ia bater a campainha, mas a porta está entreaberta então fui entrando. Ele vai ficar com cara de surpresa quando vir sua princesinha ( apelido que ele me chama as vezes) aparecendo do nada em sua frente. Tiro meus sapatos e quando já ia chamar o seu nome escuto um barulho de alguma coisa caindo lá em cima. Subo as escadas e ouço uns gemidos mais perto e com a porta aberta vejo Josh, com outra garota. Em uma rápida reação eu me viro com uma dor enorme em meu peito e esbarro em algo que me faz parar, sinto a dor de ver aquela cena e quase sem acreditar no que eu acabei de ver, olho para trás na esperança que fosse tudo um delírio meu, mas o vejo vestir as roupas e olhar para mim surpreso.

Saio de lá correndo, desço as escadas, pego minha bolsa que havia deixado no canto e para minha sorte ao chegar na rua o táxi ainda estava parado na porta. Entro aos prantos com lágrimas nos olhos.

-Por favor, me leve de volta para casa.

-Sim Senhorita!

Josh vem e bate na janela do carro desesperado.

-Zoe, Zoe... por favor Zoe, me escuta!

Ele grita e eu não o olho.

-Pode ir...

Digo ao motorista que dá partida. Minutos depois chego em casa e passo no meio dos seguranças que ficam confusos.

-Tudo bem Senhorita Zoe?

Aldo, o segurança de confiança do meu pai me fita.

-Tudo sim, vou entrar!

Ele estava um pouco nervoso já que eu consegui sair sem sua equipe notar, mas vejo alívio também em seu rosto por eu ter voltado.

Vou direto para o meu quarto e coloco minha mala embaixo da cama e me sento no chão, as imagens de Josh com aquela garota volta na minha mente fazendo meu estômago embrulhas e começo a chorar novamente me sentindo a mais trouxa por ter acreditado no amor. Não consigo para de pensar no porque ele fez isso comigo. Depois de tudo que vivemos juntos, todas as nossas juras de amor. Ele foi capaz de ser tão covarde ao ponto de me trair. O amor não existe. Não quero mais ser fraca e me apaixonar, vou aceitar a proposta do meu pai e me casar com Connor, afinal de contas, a vida não passa de meros negócios.

O NOIVADO

Acordo com alguém mexendo em meus cabelos, abro os olhos e vejo minha mãe:

- O que foi?

Pergunto me levantando meio sonolenta.

-Está tudo bem minha filha? Você está com o rosto inchado, você estava chorando?

-Não é nada. Estava estudando até tarde, dormi um pouco.

-Tudo bem. Acorde para tomar seu café, marquei para nós duas passarmos o dia no SPA, para você ficar bem linda no seu noivado.

-É hoje? – Pergunto confusa.

-Sim. Seu sogro antecipou as datas porque ele terá que fazer uma viagem de negócios com seu pai.

-Tudo bem! – Falei sem expressar nenhum sentimento, afinal de contas isso tudo é uma farsa.

-Minha filha, eu sei que está triste, mas tente ao menos conhecer Connor, se permita ao menos tentar. – Ela diz saindo do quarto e em seguida me levanto, vou ao banheiro e faço minhas higienes matinais. Volto, sento na minha cama e olho o celular que não para de apitar.

87 chamadas não atendidas.

60 mensagens não lidas.

Todas de Josh.

Eu apago tudo sem ao menos ler, bloqueio o número dele e apago toas as nossas fotos. Quero esquecer que ele existe, o que ele fez comigo foi muito errado. Logo eu que e entreguei de corpo e alma a ele, não consigo entender como ele que sempre demonstrou me amar decidiu me trair.

Quando estava terminando de apagar, vejo u vídeo, clico e começo a ver nós dois. No vídeo vejo como minha felicidade está estampada, e ele também está feliz. Não consigo entender por que ele fez tudo isso comigo sem ao menos ter a consideração de quanto ia me machucar. Vejo o vídeo mais uma vez e apago. Olho novamente e não te mais nada que me faça lembrar de Josh, a não ser meus pensamentos.

Já está anoitecendo e estamos no carro de volta para a casa, passei praticamente todo o dia no SPA com minha mãe, estou com a pele lisinha parecendo com a de um bebê. Meus cabelos estão hidratados e soltos. A moça me fez uma maquiagem básica como eu pedi. Olhando no retrovisor do carro vejo por fora uma mulher linda que por dentro está destruída.

Saio do carro e vejo 7 carros em rente à nossa casa. Só consigo pensar no exagero dessa família, por ter tantos seguranças assim.

- Eles já chegaram! – Minha mãe disse entrando apressadamente.

Eu paro na porta e fico criando coragem de entrar, respiro fundo e vou direto para a sala. Chego lá e vejo uma mulher ruiva, muito bem vestida que provavelmente é a Senhora Blacke. Já o Senhor Hector, assim que o vejo, reconheço imediatamente por fotos que já vi em revistas. Eles olham para mim e a mulher sorri e levanta vindo em minha direção.

- Meu Deus Zoe, última vez que eu te vi você era bem pequena, cresceu e continua linda.

- Obrigada! – Respondo tímida.

- Esses são seus sogros, Zoe! – Meu pai diz todo orgulhoso.

- Minha querida, você está radiante. – Minha, até então, sogra diz me fazendo dar uma voltinha.

- Querida, Connor foi tomar um ar enquanto você não chegava. Vai lá chamá-lo. – O pai dele me pede.

Saio dali e sinto um grande nó no meu estômago. Não acredito que topei isso, podia ter fugido sozinha quando tive a oportunidade!

Entro no jardim e não o vejo. Saio pela lateral e entro novamente na casa pela cozinha e me deparo com ele encostado no balcão. Ele fica parado me olhando com um olhar indecifrável.

- Nossos pais, estão nos chamando!

Falo meio sem jeito e ele continua a me fuzilar com os olhos. Fico sem graça! “Caramba, o cara parece ter saído daqueles filmes de super-heróis, forte e bonito. Me sinto constrangida de pensar assim!”

- Então vamos! – Ele vem e gentilmente me estende o braço e em seguida vamos para a sala principal.

No pequeno caminho consigo sentir o cheiro e percebo que de vez em quando ele me olha o que me deixa curiosa para saber o que ele está pensando.

 

Um tempo depois estávamos todos a mesa, Connor sentou na minha frente o que me deixou um pouco constrangida, porque hora ou outra ele me olhava sem nenhum constrangimento.

O jantar foi para nossos pais falarem sobre o quanto essa união ia ser frutífera para ambos os lados. Mais um mero negócio para eles.

Olhei para Connor e fiquei imaginando o que ele achava de tudo aquilo já que ele mal abril a boca durante o jantar. Ele era um ponto de interrogação, uma incógnita para mim.

O tempo passa e já estamos na porta nos despedindo quando Connor vem, me abraça e me entrega um papel amassado.

-  Depois você me liga, precisamos conversar! – Ele sussurra no meu ouvido sem que ninguém perceba enquanto deposita um pequeno beijo em minha bochecha...

- Minha filha. – Meu pai me chama e paro no meio da escada e olho em sua direção.

- Você está fazendo de seu pai um homem muito feliz.

Continuo a olhar para ele sem acreditar que ele quer meu bem. Apenas me viro e continuo a subir, chegando ao meu quarto me tranco, não quero ser incomodada por ninguém!

Tiro meu vestido e meus sapatos e me deito na cama e apenas choro por tudo que está acontecendo na minha vida. Não quero me lembrar de Josh mas aquela imagem dele com aquela garota me vem à mente a todo tempo, o que me deixa enjoada.

Me lembro do papel em que Connor me deu e o pego. Vejo um número nele e digito em meu celular ligando em seguida.

-Alô? É você Zoe?

-Sim!

-Achei que não ia me ligar. Estou querendo conversar com você antes disso tudo acontecer. Podemos sair? Ainda estou na porta da sua casa.

-Sim.

Desligo e fico na dúvida, mas logo coloco uma roupa e já estou em direção a porta quando meu pai me surpreende.

-Onde você vai minha filha?

-Vou me encontrar com umas amigas da faculdade, pai.

-Tudo bem, vai lá, daqui uma semana você será uma mulher casada e não poderá mais ficar com suas amigas a noite.

Olho para ele incrédula já querendo começar a falar, mas paro e apenas dou de ombros e saio. Não posso arrumar problema com ele agora. Não tenho psicológico suficiente para isso.

Vejo o carro onde Connor está e entro.

-Você veio. – Ele me olha e sorri.

Me arrepio um pouco com aquele sorrido. Mas logo volto a si,

- Podemos conversar em outro lugar? – O pergunto em direção à rua.

-Sim. Vou te levar no meu lugar favorito.

Durante todo o trajeto ficamos em silêncio até que chegamos em uma pequena lanchonete, ele me pede para esperar e logo aparece cheio de sacolas. Fico pensando como um cara tão rico como ele conhece essa lanchonete de beira de estrada.

-O cheiro está bom. – Falo cortando todo aquele silêncio.

-Você vai adorar o sabor. – Ele me diz e me olha de novo com aquele sorriso.

Ele sabe como deixar uma mulher ficar sem graça só com um olhar. Penso.

-Chegamos!

Olho e vejo que estamos no fim de uma rua e para cima há uma extensa mata.

- Vai me matar e jogar nessa floresta para não precisar casar comigo?

Falo olhando diretamente para ele que ri.

-Você é engraçada. Vem!

Ele pega as sacolas e eu o ajudo pegando algumas e vamos em um caminho por terra até chegar em um lugar com uma barraca já arrumada e duas cadeiras por fora. A vista era magnifica. De onde estávamos dava para ver toda a cidade.

-Eu sempre venho aqui quando tenho que pensar sem ser incomodado. A conexão com a natureza é a melhor coisa que existe. – Ele me fala e aponta para a cadeira para que eu me sente.

-Te chamei aqui por que quero saber o que você acha sobre toda essa história de contrato.

-O que dizer, já está tudo preparado. – Falo sem o olhar.

-Zoe, eu não sei nada sobre você. Me sinto um fraco deixando meu pai tomar conta assim da minha vida.

-Então somos dois fracos. – Eu digo e ele me olha sem graça!

-Eu não quis ofendê-la. – Ele me fala cabisbaixo.

-Tudo bem, não se preocupe. Mas convenhamos, somos duas marionetes nas mão dos poderosos em Marrahthan. Nós dois rimos e começamos a comer. Ele trouxe hambúrgueres, batatas fritas e dois delicioso milk-shakes de chocolate.

-Você tem um bom gosto para comida. – Falo rindo.

- Você achou que eu iria trazer caviar e ostras? – Ele fala se divertindo.

Nós rimos e passamos um bom tempo conversando sobre nossas vidas, ele me contou da sua ex namorada e eu contei que namorava escondido. Não disse nada sobre os últimos acontecimentos porque já era vergonhoso de mais para mim ser a corna, então ninguém mais precisa saber.

O dia já estava amanhecendo quando voltamos para o carro.

- Foi bom ter saído com você Connor, agora pelo menos conheço meu futuro marido.

Nós dois rimos e ele começou a dirigir até minha casa.

-Chegamos.

-Até agora não entendi muito bem porque você me chamou. Mas gostei de ter te conhecido.

-Eu te chamei aqui para te fazer uma proposta, mas fico inseguro com sua reação. – Ele continua com ar de preocupação.

-Pode falar.

- Meu plano é a gente ficar casados por um ano, depois fingimos que não deu certo e cada um vai para um lado. Assim a gente despista nossos pais e ainda resolvemos nossas vidas. Eu sei que você já está para começar sua residência e eu tenho os meus projetos no escritório. O que você acha?

- Acho uma boa ideia. Podemos fazer isso. Eles nem vão desconfiar. Ambos se estabelece nos negócios e depois disso falamos que não está dando certo e divorciamos amigavelmente.

- Já que eles estão em comum acordo, agora nós dois também estamos. – Digo.

- Ok, mas temos regras como por exemplo, durante esse tempo não podemos sair com ninguém, senão a mídia descobre e o plano afunda.

-Certo! Vou pegar uma caneta aqui e escrevemos as regras que achamos justas.

Abro o porta luvas e pego uma caneta e uma folha solta. Ficamos fazendo todas as regras que inventamos ali na hora e no fim assinamos.

Zoe e Connor prometes um ao outro que todas as regras dever ser seguidas até o fim.

1.       Vamos sempre nos ajudar.

2.       Fingir ser marido e mulher na frente de terceiros.

3.       Prometermos ser grandes amigos com o passar desse contrato.

4.       Proibido se relacionar com outra pessoa por um anos.

5.       Uma vez por mês o Connor tem que levar Zoe para comer Hamburger e batatas fritas.

6.       Zoe vai deixar Connor comer também!

-Pronto! – Ele disse.

Apertamos nossas mãos selando uma espécie de pacto, parecendo dois meros adolescentes.

-Fechado.

-Fechado.

Sorrimos e me despeço dele. Entro em casa e vou direto para o meu quarto. Agradeço por minha mãe e meu pai não estar aqui para me encher o saco. Vou em direção ao banheiro, tiro minha roupa e tomo um banho rápido. Só quero dormir.

Deito na cama e fico pensando em como Connor é gentil. Vai ser fácil ser casada com ele. Logo um ano passa e perco um marido, mas acabo ganhando um amigo. Logo adormeço.

 

O CASAMENTO

    Acordo com um barulho enorme vindo do jardim, vou até a janela e vejo várias pessoas passando para lá e para cá com flores e caixas nas mãos. Aos poucos dá para notar a decoração de um casamento!

    A semana passou tão rápido que hoje é o dia do meu casamento. Estou feliz por ter conhecido Connor antes e nos darmos bem, isso me alivia um pouco. Mas mesmo assim me sinto triste por tudo que aconteceu nos últimos dias.

    Josh me liga todos os dias de outros números, assim que ouço sua voz eu desligo. Vou trocar de número assim que o casamento passar! As vezes até o sinto observar pelo portão mas deve ser só impressão minha.

    Minha mãe entra no meu quarto sem nenhuma cerimônia e já vai logo dizendo:

    - Querida! Venha, vamos tomar café da manhã por que a cerimônia daqui a pouco irá começar!

    - Sim, já vou descer!

    Entro no banheiro e me arrumo já de uma vez. Dispensei o maquiador e o cabelereiro. O casamento será durante o dia e vai ser só para os mais íntimos, então eu mesma vou me arrumar.

    Depois de fazer uma maquiagem simples e ter feito pequenos cachos no cabelo. Desço as escadas. Quando minha mãe se vira e me vê, vem em minha direção.

    Imagino que ela vai me xingar por eu não estar usando o vestido exuberante de marca que ela me comprou, mas me surpreendo.

    - Ainda bem que você não está vestida com o vestido que eu comprei para você, porque o Connor Blake está lá fora de roupa normal, acredita? - Eu dou um leve sorriso. Combinei com o Connor que não íamos nos vestir a caráter para o casamento, e pelo visto ele me apoiou.

    - Olha o que eu trouxe para você! - Charlote se aproxima colocando uma coroa de flores em minha cabeça. Eu olho para ela meio sem graça, não vou poder recusar, então tenho que ficar com isso na cabeça! Agradeço e saio para a cozinha e Connor aparece chegando perto.

    - Está linda. E estas flores estão... achei que...

    Não deixo ele completar a frase.

    - Foi sua mãe!

Olho para ele vermelha.

    - Eu sei, vi quando ela colocou em você.

    Ele me olha e sorri divertido.

    - Seu bobo.

    Somos surpreendidos pelos nossos pais que nos chamam para oficializar a união.

    A cerimônia foi bem rápida, sem enrolações e no final teve o momento do beijo. Mas foi tão rápido que confesso que poderia ter demorado um pouco mais. Só porque seremos grandes amigos. É só mesmo para que todos pensem que estamos... Nem sei, esse beijo me deixou confusa.

    Enfim, depois de toda aquela encenação estamos casados. Fomos cumprimentar todos ali presentes, que basicamente era formada pelos executivos amigos de nossos pais e alguns parentes. Tempo depois estou sentada e vejo Connos conversando com seu pai que está aparentemente muito feliz,

    Minha mãe e minha sogra estão conversando sentadas perto de mim sobre netos e os melhores colégios para eles estudarem. Coitadas, mal sabem elas que isso não vai durar mais do que um ano. Connos vem até mim e estende sua mão em minha direção.

    - Vamos para nossa Lua de Mel esposa!

    Vejo o sorrisinho da minha mãe e da minha sogra e fico corada. Nos despedimos e entramos dentro do carro. O meu pai nos ofereceu uma viagem para o Japão de presente. Ele sabe que quero muito ir para lá e está tentando me agradar, mas Connor tem que resolver assuntos do trabalho e eu estou me preparando para começar minha residência, então resolvemos adiar a viagem.

    Nem sei se já cheguei a dizer, mas sou formada em medicina, desde pequena, essa idéia de poder ajudar a salvar a vida das pessoas sempre foi meu sonho.

..............

    Vamos direto para o carro, o motorista é bem simpático e nos desejou felicidades. Entramos e ficamos calados durante todo o trajeto.

    - Chegamos.

    Connor disse saindo do carro e fui até ele olhando a casa de boca aberta.

    - Ela é linda. Você já morava aqui antes?

    O perguntei porque uma vez ouvi minha mãe falar que ele morava sozinho.

    - Sim, agora que você vai morar aqui, essa vai ser sua casa também!

    Entramos e por dentro ela consegue ficar ainda mais linda!

    - Dispensei todos os funcionários hoje para evitar olhares curiosos.

Connor disse colocando seu paletó no sofá.

    - Onde eu devo ficar?

    - Lá em cima fica os quartos, mas você deveria dormir comigo.

    Quando ele termina de falar eu coro, mas logo ele explica:

    - É que as pessoas que trabalham aqui no total são 5. A Úrsula que é a chefe de cozinha e da casa, a Mari e a Mirian que ficam com a parte da organização, o Afonso que é meu motorista e segurança pessoal e agora o George que vai ser seu motorista e segurança. Eles vão perceber se não dormimos juntos. por mais que confio neles, isso pode vazar e nos prejudicar.

    - Verdade! Me mostra então nosso quarto, estou louca para tirar essa roupa.

    Ele me levou até a porta e logo em seguida saiu para o escritório. Entro e vejo um quarto bem decorado. Tudo aqui é muito bonito. Connor tem bom gosto ou é uma obra de sua mãe!

    Coloco minha bolsa em uma poltrona e vou em direção a uma porta que provavelmente é o toalete. Abro, entro e tranco. Coloco minhas escovas na pia e tiro meu vertido e me olho no espelho. Noto que ainda estou usando a coroa de flores. Tinha me esquecido que ainda estava usando. Não acredito que vim com ela até aqui! A tiro e deixo em cima da bancada e vou em direção a ducha! Tem uma banheira enorme e muito convidativa, mas deixo para outro dia. Só quero mesmo é tomar um banho rápido.

    A medida que a água ia descendo pelo meu corpo eu ia me lembrando de todo o rumo que a minha vida levou. Penso em Josh, não queria pensar nele, mas acontece que amor não se tira em segundos do coração. É inevitável não pensar nele. Saio do banho e visto uma blusa branca e uma calça, prendo meus cabelos em um coque deixando uma mecha solta. Calço uma sandália e desço as escadas quando ouço uma movimentação do lado de fora da casa. 

    - A entrada está cheia de fotógrafos e paparazzi senhor Blake!

    Um homem alto e forte fala e vem até Connor que está sentado no sofá. Connor vai até a janela e eu o acompanho.

    - Devem estar querendo uma foto do casal de herdeiros das noites de Marrahthan.

    O cara diz:

    - Deixa de ser bobo, Zoe esse é o Afonso meu motorista, segurança pessoal e um grande amigo.

    Connor diz me apresentando Afonso. Estendo a mão a ele, o cumprimentando.

    - É um prazer conhecer você senhora Blake.

    - Pode me chamar de Zoe.

    Eu falo olhando para ele que assente com a cabeça.

    - Afonso, como essa gente toda conseguiu entrar no condomínio? Tirem todos daqui e olhe na portaria quem os deixou entrar.

    Afonso assente com a cabeça e sai logo em seguida.

    - Está com fome?

    Connor me olha e sorri.

    - Sim, na verdade, muita!

    Fomos até a cozinha e tinha duas sacolas com nossos almoços. Vou até o armário e procuro pratos e talheres e trago a mesa. Connor pegoou duas taças e um vinho. Nós sentamos para almoçar.

    Passamos a tarde toda ali conversando sobre a minha vida e a dele. Para minha surpresa Connor é advogado e tem um escritório que é um dos mais procurados de Marrahthan. Eu fiquei impressionada com o amor e dedicação que ele fala sobre advogar. Minha mãe deve ter me dito tudo isso sobre ele, mas eu estava com a cabeça em outro lugar provavelmente.

    Já eu, não tinha muita coisa para contar. Só que eu queria agora me dedicar a fazer minha residência. Até fiz entrevistas, mas até agora não recebi nenhum contato.

    Conversamos tanto que quando nos damos conta já estava anoitecendo. Connor foi atender uma ligação no seu escritório e eu fui tirara a mesa e guardar a comida que sobrou. Com a cozinha já organizada, fui para a sala e liguei a TV. Tinha uma série chamada The Good Doctor passando, fiquei assistindo e gostei muito. Amo tudo relacionado a medicina que é o amor da minha vida.

    Connor saiu do escritório e veio para a sala assistir comigo. Ficamos um bom tempo assistindo até que fomos deitar. Estava exausta do casamento e ele também parecia cansado. Nos deitamos um do lado do outro. Eu estava um pouco tímida e só olhava para o teto. Ele se virou até mim e disse:

    - Ainda bem que é você aqui. Imagina se meu pai inventa de casar com uma dessas ricas metidas e sem cérebro?

    Nós dois rimos e logo adormecemos.


NATAL


    Já faz um mês que eu e Connor estamos casados. Confesso que estou gostando da minha vida nova. Eu e ele estamos muito próximos. Ele me contou sobre sua ex e senti que ele ainda tem sentimentos por ela. Perguntei o porquê de eles não ter ficados juntos e ele me disse que o pai dele deu a ela toda a faculdade de medicina paga fora do país e ela aceitou. Óbvio que o Hector fez isso para afastar os dois e pelo visto conseguiu.

    Nesse tempo acabamos que não viajamos porque Connor pegou um caso muito grande e está ficando até mais tarde no escritório, o que eu acho um saco porque amo quando ele chega para assistirmos série juntos e falar sobre bobeiras.

    Hoje Connor me disse para dispensar as meninas que trabalham em casa porque ele ia chegar cedo e ia trazer comida.

    Tomei um banho, vesti um vestido casual, mais soltinho e fiquei esperando ele no sofá. Olho para a tela do meu celular e vejo que são 20:40. Ele deve estar chegando; Fico olhando para a TV mas meu pensamento para em Josh. O que será que ele está fazendo? Com certeza sabe que eu me casei, saiu em todas as revistas. Depois que eu troquei de número não tive mais episódios dele me ligando de madrugada.

    Connor uma vez me perguntou quem era que tanto me ligava altas horas da noite. Contei sobre o Josh, manos a parte que descobri minhas galhadas na cabeça. Para mim, ainda é muito difícil aquela noite.

    - Cheguei.

    Connor entra e coloca sua maleta na mesa e vem com uma sacola para o sofá.

    - O que é isso?

    - Advinha. Tá no nosso contrato.

    Ele me diz já tirando o milk-shake e o hamburger da sacola.

    - Não acredito que você lembrou.

    Dou um beijo na sua bochecha e sinto seu cheiro que é delicioso, sinto um arrepio, mas logo me afasto disfarçando o nervosismo. Comemos e assistimos um filme; Adormeço e quando acordo, não vejo Connor. Desligo a TV e vou subindo as escadas quando o escuto falar ao celular.

    - Não quero saber, por favor, não insista!

    Ele fala bem rude. Me surpreendo já que nunca o vi assim. Assim que me vê, desliga rapidamente.

    - Te acordei?

    - Não. Está com problemas?

    Eu o fito.

    - Já resolvi, vou deitar.

    Ele fala e vai para o quarto e eu fico na sala pensando o porquê dele desligar tão rápido. Será que ele não confia em mim?

    Depois de um tempo, subo para o quarto e olho para ele que dorme serenamente. Me deito ao seu lado e fico observando seu rosto até que adormeço.

...

Acordo e já são 09:30hs. Hoje, como é véspera de natal, a família do Connor nos chamou para passarmos a noite com eles. Até meus pais estarão presentes. É a primeira vez que vamos sair com toda a família junta. Vai ser a primeira vez que vamos interpretar o casal recém-casado.

    Depois de um dia longo, eu já estava no meu quarto me arrumando para o Natal, quando ouço meu celular tocar. Era número desconhecido, o que geralmente eu ignoro, mas como estou esperando uma ligação sobre trabalho, eu atendo.

    - Alô! Quem fala?

    Ouço um suspiro do outro lado da linha e logo a chamada encerra.

    - Estranho.

    Eu falo deixando o celular de lado.

    - O que é estranho?

    Connor fala entrando e eu me viro rapidamente. UAL! Como ele estava lindo. Sinto meu estômago embrulhar meu coração que até bate mais rápido. Tento disfarçar para que ele não pense que eu estou secando ele.

    - É que alguém me ligou por engano, nada de mais... Vamos?

    - Você está linda senhora Blake.

    Saímos de casa e 20 minutos depois chegamos a mansão onde meus sogros moram.

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